Imparable self made man, visionario urbano, genio del marketing instintivo, erudito de la historia y la gastronomía de Rio, de una simpatía deslumbrante y demiurgo de la hostelería: Raphael Vidal.
Diríase que Raphael es el auténtico transformador de Rio de Janeiro, de su centro, deprimido hasta hace pocos años y que él se esforzado en recuperar (con insolente éxito) a través de la gastronomía. Primero fue la Pequeña África, luego el Beco das Sardinhas y, ahora, la legendaria Rua da Carioca. Una calle mítica, esa, que cuenta la propia historia de la ciudad desde el siglo XIX (1887), cuando abrió el Bar Luiz, la primera choperia (cervecería) de Brasil. Con los años, la avenida brilló y brilló con sus chops (cañas) y sus tiendas de instrumentos musicales, generando una topografía intelectual y efervescente que fue decayendo hasta que la pandemia se encargó de guillotinar de golpe.
Y en eso llegó Eduardo ‘Dudú’ Paes, el brillante alcalde de Rio de Janeiro, dispuesto a ‘revivir la rua de la cerveja’, un plan que contó inmediatamente con el concurso entusiasta de nuestro héroe, Raphael Vidal. El hambre y las ganas de comer, en roman paladino.

De esta suerte, y aprovechando la apertura de las dos primeras fábricas de cerveza artesana en la calle -Tio Ruy y Búzios-, Vidal, siempre presto a la acción, arregló con ellos abrir, en medio de ambas, una birosca (taberna) donde dar salida a las diferentes cervezas. Y así, Cotovelo (‘codo’, en portugués, y palmaria metáfora de la alegría de barra en cualquier idioma).
La apertura de Cotovelo, ayer, marca el principio de una nueva historia urbana que, no obstante, jamás se ha detenido: es ahí donde, cada año, el primero de marzo, se celebra el aniversario de la fundación de la metrópoli con un gran pastel popular, que va ganando un metro de longitud con cada conmemoración sucesiva.

Ya con el codo apoyado en la barra de mármol (10 metros de larga), brotan las cervezas, con la ‘Carioca’ (pilsen) como bandera entre todo tipo de ipas, negras, etc., y se presenta la carta, que incluye un montón de platos tradicionales cariocas con la singularidad de que todos (todos) se elaboran con cerveza. Croquetas de costilla, pastel de queso, caponata, barriga de piolho (ventresca de cerdo en homenaje al primer habitante de la calle, a mitades del XVII), longaniza, costilla, sobrepaleta de cerdo con abacaxí, milanesas… Algunas de las recetas, rescatadas de antiguos moradores de la zona.
Muy pronto, por cierto, reabrirá el Bar Luiz, con el que empezó todo.

No quisiera evitar un último comentario sobre Raphael Vidal, que ha contestado a la canallada del 50% arancelario amenazado por Trump a Brasil con su propia ‘taxa Trump’, que ofrece un descuento del 50% de la popular mamata (batida tradicional) en todos sus locales hasta principios de agosto.
Genio y figura.
Cotovelo
Rua Carioca, 15
Rio de Janeiro (Centro)
Brasil
Raphael Vidal strikes again no Rio de Janeiro: Cotovelo
Self-made man imparável, visionário urbano, gênio do marketing instintivo, estudioso da história e da gastronomia do Rio, de uma simpatia deslumbrante e demiurgo da hotelaria: Raphael Vidal.
Pode-se dizer que Raphael é o verdadeiro transformador do Rio de Janeiro, de seu centro, deprimido até poucos anos atrás e que ele tentou reviver (com insolente sucesso) por meio da gastronomia. Primeiro foi a Pequena África, depois o Beco das Sardinhas e agora a lendária Rua da Carioca. Uma rua mítica que conta a história da cidade desde o século XIX (1887), quando foi inaugurado o Bar Luiz, a primeira choperia do Brasil. Ao longo dos anos, a avenida brilhou e brilhou com suas choperias e lojas de instrumentos musicais, gerando uma topografia intelectual e efervescente que foi decaindo até que a pandemia se encarregou de sua repentina guilhotina.
E então veio Eduardo «Dudú» Paes, o brilhante prefeito do Rio de Janeiro, pronto para «reviver a rua da cerveja», um plano que imediatamente contou com o apoio entusiasmado de nosso herói, Raphael Vidal. A fome e o desejo de comer, em roman paladino.
Assim, aproveitando a abertura das duas primeiras cervejarias artesanais da rua -Tio Ruy e Búzios-, Vidal, sempre pronto para a ação, combinou com elas a abertura, no meio de ambas, de uma birosca onde as diferentes cervejas poderiam ser vendidas. E assim surgiu o Cotovelo, uma clara metáfora para a alegria do bar em qualquer idioma.
A inauguração do Cotovelo ontem marca o início de uma nova história urbana que nunca parou: é aqui que, todo ano, no dia primeiro de março, o aniversário da fundação da metrópole é comemorado com um grande bolo popular, que ganha um metro de comprimento a cada sucessiva comemoração.
Com o cotovelo apoiado no balcão de mármore (10 metros de comprimento), brotam as cervejas, com a carioca (pilsen) como carro-chefe entre todos os tipos de ipas, negras etc., e é apresentado o cardápio, que inclui uma série de pratos tradicionais cariocas com a singularidade de serem todos (todos) feitos com cerveja. Croquetes de costela, cheesecake, caponata, barriga de piolho (em homenagem ao primeiro morador da rua, em meados do século XVII), linguiça longaniza, costelinha, ombro de porco com abacaxí, milanesas… Algumas das receitas, resgatadas de antigos moradores da região.
Muito em breve, aliás, o Bar Luiz, onde tudo começou, será reaberto.
Não gostaria de deixar de fazer um comentário final sobre Raphael Vidal, que respondeu às taxas de 50% ameaçadas por Trump sobre o Brasil com seu próprio «imposto Trump», oferecendo um desconto de 50% na popular mamata (batida tradicional) em todos os seus estabelecimentos até o início de agosto.
Gênio e figura.

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